Quinta, 19 Outubro 2017

H História e Demografia

Campestre do Maranhão

  

  

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     Idos de 1950. Mataria densa e inexplorada, onde predominava, com toda pujança, o babaçual. Selva fria, terreno arenoso, baixadas verdejantes, porção imensa de uma gleba que se estendia do Rio Lajeado ao Riacho Natividade e da Água Boa ao Rio Tocantins. Eram de herdades, em campo aberto, em comum com diversos condôminos e, sem demarcação eram tituladas e registradas no cartório da cidade em nome de seus dois proprietários, os irmão Odilon e Elpídio de Vasconcelos Milhomem. Dada a fertilidade de seu solo, eram chamadas de “Retiro”, um refrigério na época de estio para o gado de toda a região das fazendas Palmeirinhas, Buritizinho e outras adjacentes. Os rebanhos criados em sistemas primitivos também pastavam em comum e se reproduziam sob a vigilância e os cuidados dos vaqueiros, homens corajosos e destemidos que enfrentavam a doença, a fome, a selva, as feras, para salvaguardar o gado do patrão ou próprio. Era nesse cenário verde coberto de babaçuais que, de agosto a dezembro, gado e vaqueirama, se infiltravam na mata, fugindo da seca, em busca de pastagem e caça para a sobrevivência.

     Fator mais importante para o nascimento do povoado foi a exploração e comércio de amêndoa de babaçu. Podemos mesmo afirmar que Campestre nasceu por força de exploração do coco. Na década de 50 o interesse industrial na praça de Belém do Pará pela amêndoa de babaçu era enorme. Barcos de motores partiam carregados de coco dos portos de Tocantinópolis e Porto Franco com o destino ao Pará, onde bom preço pelos produtos e os comerciantes, em contrapartida, volviam às suas praças com estoque de mercadorias e gênero de primeira necessidade.

     Nesse cenário verde e aprazível estavam “Três Barras”, à beira-rio, e São João, na boca da mata, propriedades antigas que receberam o fluxo dos sertanejos que vindos, principalmente, da Serra da Cinta, com as quebradeiras de coco, explorar essa riqueza vegetal, vendendo a produção diária aos agentes compradores nos armazéns improvisados. O método empregado na quebra-coco é manual, machado e cacete, pancadaria na amêndoa e muita prática. Os quebradores mais ágeis chegavam a fazer até 15 litros diários de babaçu por dia. Em sua maioria os exploradores desse produto vegetal são pessoas muito humildes e nômades. Pouco ficava na região na época invernosa, que não se presta mesmo para a quebra. Mas os que permaneciam iam construindo suas cabanas e o pequeno núcleo comunitário ia crescendo vagarosamente. No lugar onde se situa hoje a sede do novo município, o Sr. Elpídio Milhomem instalou um comércio de compra de babaçu e, nas “Três Barras”, Zeca de Brito e filho, José Barreto e Neuton Milhomem tinham outros postos de compra de amêndoas. Em São João, Jacy Gomes Santos, Croweel Oliveira e Petrolínio Santos Barbosa também negociavam a produção trazida pelos quebradores, num armazém que montaram na boca da mata.

     As primeiras famílias foram se instalando no arruado: João Secundo e sua família; Claro Macêdo com sua dedica esposa Dona Josefa; pais de numerosa prole; Cabloco Pedro fincaram as primeiras casas de morada. Com o advento da construção na BR-010, Belém-Brasília, pelo ano de 1958, o pequeno povoado foi crescendo a beira da estrada. Para apenas citar alguns, Justino, Manoel Maleiro, Onildo Gomes, Jacob Barbosa e outros foram se juntando aos primeiros moradores e fazendo crescer o lugar. Houve a necessidade de educar os filhos e a prefeitura municipal de Porto Franco instala a primeira escola pública, hoje U. I. Humberto de Campos. Uma das primeiras professoras do lugar, foi Dona Maria dos Anjos e Dona Ivone Azevedo Costa que ainda vive no lugar, Dona Ivone conta história dos primeiros dias de aula do povoado. Construíram a torre de transmissão da Embratel e esse fato contribuiu para que muitas casas nascessem, mas imediações. Mais tarde foi instalada em terras que hoje pertencem ao nascente município a Destilaria Caiman hoje conhecida como Maity Bioenergia, a grande responsável pelo fator povoamento, trabalho, mão-de-obra, comércio e vida econômica na cidade, a Caiman fez desaparecer grande parte da pobreza da região, pois gerando empregos se tornou responsável pelo movimento da cidade, e por parte do bem-estar se sua gente.

      Campestre se desmembra de 
Porto Franco economicamente bem melhor do que outros municípios, porque é rico, próspero e promissor.

Criação e instalação do Município de Campestre do Maranhão

     O município de Campestre do Maranhão foi criado pela Lei nº 6.143, de 10 de Novembro de 1994, da Assembleia Legislativa, sancionada na mesma data pelo então governador José de Ribamar Fiquene, vice que substituiu o governador Edson Lobão. Sua instalação se deu em 1 de Janeiro de 1997, após os resultados da eleição para seu primeiro prefeito, vice-prefeito e vereadores, cujo pleito se deu em 3 de outubro de 1996, quando foi eleita a primeira legislatura:

Prefeito: José Teixeira de Miranda
Vice-prefeito: Emivaldo Vasconcelos Macedo
Vereadores:
- Geraldo Alves Sousa
- Maria Alice Pereira Barros
- Francisco José da Silva
- Albiner de Aguiar Gomes
- Pedro Alves de Carvalho
- Maria da Conceição Rodrigues Pessoa
- Ednilse Gomes Cavalcante
- Inácio Marques da Costa
- Edmilson Alves Martins

A lei nº 6.143, que criou o novo município, estabeleceu, entre outros, os seguintes critérios:
Art. 1º - Fica criado o município de Campestre do Maranhão, com sede no povoado de Campestre, a ser desmembrado de 
Porto Franco, subordinado a comarca de Porto Franco.
Art. 2º - O Município de Campestre do Maranhão limita-se ao norte com o Município de 
Ribamar Fiquene; ao Sul com o Município de Porto Franco; a Leste com o Município de Lajeado Novo; a Oeste com o Estado do Tocantins.

Lista de ex prefeitos e atual prefeito

  •  José Teixeira de Miranda(1997-2000) e (2005-2008)
  • Murilo (2001-2004)
  • Emivaldo Macedo (2009-2012)
  • Valmir Morais (2013-2016) e (2017-2020) prefeito atual

 

DEMOGRAFIA

     Com população estimada segundo o Censo 2016, 14.127 pessoas,. Existem ainda quatro distritos ou povoados: Cabeceira Grande, Cachimbeiro, Ramal do Cachimbeiro e Vila Nova.

Densidade demográfica 2010 hab/km2  21,72

Área da unidade territorial 2015 km2      615,384

Gentílico     Campestrino

 

Características geográficas
Área 615,379 km² [2]
População 13 369 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 21,72 hab./km²
Altitude 173 m
Clima tropical
Fuso horário UTC−3

 

 

 

 

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